L i b r a r i u m

Galerias de Fotos | Romanização  | Cultura Latina |

Os Órgãos do Governo Durante o Império

          Trata-se de um governo monárquico, confiado a um princeps (o primeiro), que conservava instituições republicanas mais ou menos como distinções honoríficas. Augusto é imperator, inviolável; a tribunicia potestas dá-lhe o direito de veto contra os magistrados "cum imperio"; recebe o título religioso de augustus; é prefeito dos costumes e pontífice máximo. Apesar de se considerar apenas o primeiro do Senado, princeps Senatus, tem todos os poderes. Toma a seu cargo os Negócios Estrangeiros.
          Senado - Augusto escolhe os senadores na ordem senatorial, criada por ele (ordo senatorius: aqueles que possuíam 1 000 000 de sestércios). O senado é um instrumento do imperador. Para abalar o seu prestígio, basta este ter o direito de veto. Vai ser suplantado pelo Conselho do Príncipe, mas, com alguns imperadores (Vespasiano, Tito, Nerva, Trajano, Adriano...), tem ainda uma aparência de poder.
          Magistrados - São nomeados pelo Senado e, depois, pelo imperador. Cônsules, pretores, edis, questores, tribunos continuam a existir até bastante tarde (pelo menos, séc. III d. C.), mas o seu poder é limitado.
          Altos funcionários - O executivo fica a cargo de prefeitos, legados e procurados, agentes do imperador e nomeados por ele. O praefectus praetorio é o chefe da guarda imperial, escolhido na ordem eqüestre (ordo equester: cidadãos com 400 000 sertércios); o praefectus Urbi chefia a polícia e a administração de Roma e pertence à ordem senatorial. Entre os procuratores, há, por exemplo, o procurator a rationibus, chefe do tesouro...
          Comícios - Ainda se reuniam no tempo de Augusto. Mais tarde, sendo cidadãos todos os habitantes da Itália e das Províncias, tornava-se impossível exercer pessoalmente os direitos políticos. Aumenta a intervenção nos assuntos municipais. Em Pompeios há uma vida municipal ativa.
          Com o império, melhora a administração das províncias. Augusto divide-as em imperiais e senatoriais, as primeiras não totalmente pacificadas e exigindo ainda presença militar. A cidade de Roma, nesta época, perde a sua supremacia. Surgem outras cidades igualmente importantes.
          No séc. III, instala-se definitivamente o absolutismo - o dominatus. Ser senador ou magistrado é apenas ter um título honorífico, clarissimus ou egregius