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O Direito de Cidade (civitas, ius civitatis, ius quiritium)

          Em princípio, é cidadão o homem livre, filho de pai cidadão. A cidadania pode obter-se também por adoção, naturalização e alforria. Nos primeiros tempos e ainda durante a república, pode dizer-se que é pequena a percentagem de cidadãos - os plebeus de Roma. Depois da Guerra Social, ou dos Aliados, passam a sê-lo progressivamente todos os habitantes do Império.
          O cidadão tinha direitos fundamentais e certas regalias como distribuições de trigo e de terras, poder seguir a carreira militar, poder celebrar contratos, usar a toga, etc.
          Quanto aos estrangeiros (peregrini), se havia tratados firmados com Roma, a sua situação jurídica estava resolvida. Caso contrário, tinham de se servir de um cidadão como intermediário.
          A perda dos direitos de cidadania - capitis deminutio - podia ocorrer, por motivos políticos, por exemplo, por a pessoa se naturalizar noutra cidade, etc.

Direitos e deveres do cidadão
Direitos políticos
(iura publica)
direito de voto (ius suffragii)
direito de ser eleito (ius honorum)
direito de participar nos sacerdócios (ius sacrorum)
direito de apelar para o povo nos processos crimes (ius provocationis)
Direitos civis
(iura privata)
direito de propriedade (ius commerciii)
direito de casamento (ius conubii)
direito de intentar uma ação judicial (ius legis actionis)
Deveres
(munera)
obrigação de se apresentar ao recenseamento (census)
obrigação de servir no exército (militia)
          A partir do séc. I a. C., são cidadãos todos os habitantes livres da Itália.
          O voto é secreto desde fins do séc. II a. C. As eleições realizam-se em Março. Os candidatos ou os seus partidários fazem uma campanha eleitoral. Encontraram-se em Pompeios cerca de 2000 proclamações eleitorais feitas por especialistas de caligrafia.