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L i b r a r i u m| Galerias de Fotos | Romanização | Cultura Latina |Classes Sociais - Os Plebeus
Os plebeus eram os camponeses pobres, os artesãos e os pequenos comerciantes, que os reis etruscos teriam protegido.
A eles se juntavam os estrangeiros, libertos e clientes sem patrono (morte, guerra, extinção da família). Menos dependentes dos patrícios que os clientes, puderam organizar-se em classe social fechada, talvez por ação da plebe urbana. É na medida em que se opõe aos patrícios que se afirmam como grupo social. No séc. III, a plebe, em cujo grupo ingressaram os primitivos clientes e, mais tarde, gente da Itália e das províncias, constituía uma classe média, já bastante diferenciada: camponeses ricos, pequenos proprietários, artesãos e comerciantes a que se juntava a multidão dos escravos e os libertos com ocupações urbanas. Depois da 2ª guerra púnica, com a ruína do campesinato rural, muitos camponeses pobres que sobreviveram tinham vindo engrossar a plebe da cidade como proletários, vivendo das distribuições de trigo, fazendo-se clientes dos poderosos e servindo-os com o seu voto. Nos últimos tempos da república, depois da agitação das revoltas de escravos e da Guerra Social, assiste-se ao confronto entre os Populares e os Optimates - os que se dizem defensores do povo e a classe conservadora, representante da nobreza. É o pretexto para a ação dos demagogos, que conduzem à anarquia, depois da qual, como diz Cícero, ou César, ou Pompeio, mas não já a "republica libera". Na sociedade do tempo de Augusto fortemente hierarquizada, os plebeus pobres são os "humiliores" ou "tenuiores". A maior parte trabalha no setor agrário, até como jornaleiros e trabalhadores sazonais - é a plebs rustica. A plebs urbana dedica-se aos ofícios e ao comércio, à produção em massa que o Império exige. A cidade oferece facilidades, diversões, a possibilidade de variar o domicílio, de pertencer a corporações, "collegia", que dão certo tipo de apoios. |
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